Quinta-feira, Agosto 28, 2008
Definição do encontro presencial
Quarta-feira, Julho 05, 2006
Webquest
Uma metodologia que vem sendo difundida recentemente no Brasil poderá ser de grande ajuda ao professor envolto no torvelinho digital. O WebQuest, criado em 1995 pelo norte-americano Bernie Dodge, da Universidade de San Diego (Califórnia), se propőe a ser um instrumento para tornar mais efetivas as pesquisas na Internet propostas em sala de aula."A grande vantagem do WebQuest é dar um outro enfoque ŕ questăo da pesquisa na Internet. Os alunos entram na rede buscando temas definidos, com tarefas específicas. Acaba o sistema do copiar e colar", explica o coordenador do projeto WebQuest da Escola do Futuro da Universidade de Săo Paulo (USP), Carlos Seabra.
A metodologia é bastante simples e năo exige recursos adicionais. Consiste em propor aos alunos a construçăo de um pequeno site a partir da pesquisa na rede de um determinado tema, como por exemplo, o desmatamento na Amazônia. O professor indicará tarefas a serem cumpridas, como visitas a sites pré-selecionados e busca a respostas para questőes pontuais. Os alunos poderăo ser convidados a assumir as identidades das diversas pessoas envolvidas nessa questăo, como ambientalistas, empresários do setor madeireiro, políticos etc. e a apresentar os argumentos de cada um.
"O objetivo dessa nova metodologia năo é restringir a ida dos alunos a outros sites, mas evitar que se percam", afirma Seabra. "É uma abordagem singela, mas que gera uma dinâmica muito boa. Coloca o professor como um facilitador, como um mediador", explica.
Aprender com TIC's
Resumo de capítulo do livro do Jonassen JONASSEN, D. (1996), "Using Mindtools to Develop Critical Thinking and Foster Collaboration in Schools", in D. JONASSEN (1996) Computers in the Classroom: Mind tools for criticalthinking, OH: Merrill/ Prentice Hall, Columbus, pp. 23-40 (Cap. 2). A partir daqui pode aceder ao resumo de um dos capítulos iniciais do livro referido e em que Jonassen explicita a sua ideia de pensamento crítico, entre outras.
Computers in the Classroom. Mindtools for Critical Thinking David Jonassen (1996) Livro que aborda em profundidade a utilização de algumas aplicações na perspectiva aqui apresentada, de ferramentas cognitivas. Para além de fornecer enquadramento teórico para a sua utilização, o autor analisa oito diferentes ferramentas com sugestões de actividades para cada uma delas.
Classificação de software proposta por Jonassen
Aprender a partir da tecnologia (learning from). A tecnologia apresenta o conhecimento sendo o papel do aluno receber esse conhecimento como se ele fosse apresentado pelo próprio professor (ensino assistido por computador (EAC), mas também filmes educativos, tutoriais, aplicações drill-and-practice, ensino programado, entre outros);
Aprender acerca da tecnologia (learning about). Aqui a própria tecnologia constitui, ela própria, objecto de aprendizagem (Computer Literacy; conhecimentos e competências necessários para professores e alunos poderem utilizar uma determinada tecnologia);
Aprender através da tecnologia (learning by). Nesta categoria, inclui-se o software que permite que o aluno aprenda ensinando o computador (por exemplo, programando o computador através de linguagens como BASIC ou o LOGO);
Aprender com a tecnologia (learning with). Neste caso, o aluno aprende usando as tecnologias como ferramentas que o apoiam no processo de reflexão e de construção do conhecimento (ferramentas cognitivas). Aqui, a questão determinante não é a tecnologia em si mesmo, mas a forma de encarar essa mesma tecnologia, usando-a sobretudo como estratégia cognitiva de aprendizagem.
Terça-feira, Junho 20, 2006
A lição da era digital
Pela primeira vez um estudo internacional comprova que o computador melhora o desempenho escolar. Uma pesquisa feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acabou com qualquer dúvida ainda existente sobre a importância da tecnologia na educação. O estudo faz parte do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da OCDE, a principal referência de comparação de desempenho escolar entre países.
Para avaliar o impacto dos computadores, os pesquisadores levaram três anos analisando os dados da pesquisa. Consideraram tanto a quantidade de máquinas disponíveis nas escolas quanto o uso delas em casa pelos alunos. Cerca de 79% dos estudantes nos países desenvolvidos já usam computador para fazer os trabalhos escolares. "Os computadores são um recurso poderoso ainda subutilizado na maior parte dos países", afirma Andreas Schleicher, um dos autores do estudo.
O resultado, divulgado no início deste ano, revela que países como os Estados Unidos, a Austrália e a Coréia do Sul têm um computador para cada três alunos nas escolas. Uma média invejável mesmo para os melhores colégios brasileiros. O Brasil, que ficou em penúltimo lugar no estudo da OCDE, oferece uma média de um computador para cada 50 alunos.
Uma das conclusões mais importantes da pesquisa foi revelar como a tecnologia deve ser aplicada na educação. A primeira constatação é que não basta ter máquinas à disposição dos alunos. É preciso orientá-los. O estudo do Pisa mostra que o desempenho em matemática e leitura melhora quando os alunos usam softwares educacionais pelo menos uma vez por semana. Mas a performance cai quando usam mais que isso.
"Assim como a falta dos computadores está ligada aos alunos de menor desempenho, o uso exagerado também desvirtua os estudantes e não os coloca entre os mais bem avaliados, como se poderia imaginar," afirma Andreas Schleicher. "É possível que na maior parte do tempo eles se dediquem a chats e jogos eletrônicos, que são fascinantes na idade deles, mas que precisam de limites porque podem desvirtuar o foco na educação."
O estudo sugere que é função da escola, em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia, mostrar aos alunos como fazer uso produtivo do computador. A informática faz diferença quando é incorporada à pedagogia, seja como ferramenta de pesquisa, seja por meio de jogos, seja por softwares educativos. "Não faz a menor diferença escrever uma redação em papel ou digitá-la em Word", diz Sérgio Ferreira do Amaral, professor da Faculdade de Educação da Unicamp e coordenador do Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação.
Mas o bom uso do computador, afirma Amaral, transforma o ambiente educacional. Dá ao aluno um conteúdo que o professor seria incapaz de trazer para a sala de aula. Rompe com o modelo tradicional de ensino, que se caracteriza por um professor falando e vários alunos tomando nota. O conhecimento passa a ser produzido em conjunto, e a reflexão dos estudantes ganha importância.
(Época)
Segunda-feira, Maio 22, 2006
Blogs na Educação
Um blog (ou weblog) é um registo publicado na Internet relativo a algum assunto e organizado cronologicamente (como um diário). Pode ainda permitir comentários dos leitores aos textos publicados (denominados posts). Tem como grande vantagem o fato de o autor do blog não necessitar de saber construir páginas para a Internet, ou trabalhar com código.Possíveis usos dos blogs em Educação:
Plataforma de aprendizagem - MOODLE
O moodle é o LMS gratuito mais utilizado no mundo e é baseado nos pressupostos sócio-construtivistas. Além de ser equiparado a outros ambientes virtuais comerciais disponíveis no mercado, sendo que em muitos casos é considerado superior, o moodle potencializa a aprendizagem colaborativa, apresentando diversos recursos importantes, dentre eles: chat, fórum, mensagens, workshops e wiki, dentre outros.
O moodle também é compatível com o padrão SCORM* adotado para educação a distância, o que permite, incorporar pacotes de cursos já prontos que podem ser adquiridos no mercado.
Domingo, Maio 21, 2006
Filmes educativos
Eliane Candida Pereira*
O cinema e a TV são dotados de linguagem própria e compreendê-los vai além da simples apreciação de imagens e sons, assim como ler é mais do que decodificar palavras.
Desse ponto de vista, não basta levar os alunos ao cinema como um passeio, ou apresentar um vídeo para substituir a fala do professor sobre um determinado assunto. É preciso propor a leitura reflexiva desses meios, em um determinado contexto, com sua linguagem peculiar, sua manifestação cultural, bem como possibilitar o espaço da criação usando essa linguagem, extrapolando o papel passivo da recepção da imagem e do som. Soma-se a isso a possibilidade de criar o diálogo entre as diferentes mídias, comparando-se características e informações obtidas em cada uma delas. É preciso educar para se viver a ( e na) Sociedade da Informação, com toda a sua gama de produção cultural.
Somente a prática reflexiva traz novas perspectivas aos processos educativos. Nós educadores precisamos constantemente buscar referenciais, discutir práticas, propor novas reflexões. Espaços de interação voltados aos educadores são caminhos importantes nessa busca reflexiva. Com essa intenção, vale destacar a iniciativa do site Porta Curtas. O site cataloga três mil títulos de curtas metragens brasileiros, contando com mais de 350 filmes disponíveis para apreciação, promovendo, assim, acesso e difusão da produção cultural nacional por meio da Internet
Considerando que o trabalho em sala de aula requer reflexão constante sobre a prática, reflexão essa que se amplia por meio da socialização de opiniões e da interação, criou-se, na página de cada filme, o espaço Curta na escola. Lá se encontra uma indicação de aplicabilidade pedagógica, apontando-se faixa etária, nível de ensino e disciplinas ou temas transversais; publicação de Pareceres de uso Pedagógico e comentários de educadores sobre os filmes, possibilitando um fórum permanente.
É importante que possamos cada vez mais explorar espaços de troca e reflexão para incorporarmos múltiplas linguagens em nossa prática... Que possamos abrir as portas de nossas salas de aula às mídias, com muita propriedade.Conheça o portal de curtas brasileiro.
* Eliane Candida Pereira atua na formação de professores da rede pública de São Bernardo do Campo, SP e é responsável pelo projeto Curta na escola, uma iniciativa do site Porta Curtas, patrocinado pela Petrobrás.
